segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

OFICINA DE CRIAÇÃO, SAÚDE E MOVIMENTO CORPORAL COM MULHERES EM SITUAÇÃO DE RUA



OFICINA DE CRIAÇÃO, SAÚDE E MOVIMENTO CORPORAL COM MULHERES EM SITUAÇÃO DE RUA


...Estou residindo na favela. Mas se Deus me ajudar hei de mudar daqui. Espero que os políticos estingue as favelas. Há os que prevalecem do meio em que vive, demonstram valentia para intimidar os fracos. Há casa que tem cinco filhos e a velha é quem anda o dia inteiro pedindo esmola. Há as mulheres que os espôsos adoece e elas no penado da enfermidade mantem o lar. Os espôsos quando vê as espôsas manter o lar, não saram nunca mais. (JESUS, 1960, p. 21,22).

Uma das referências inspiradoras da oficina é a obra de Carolina Maria de Jesus (1958), que, em seus registros autobiográficos evidencia a sua realidade, em uma favela de São Paulo, o sistema econômico e a desigualdade social. A escritora narra aspectos da vida de uma mulher que enfrentou racismo e abandonos. Também destaca as presenças de sua mãe, seu avô, ambos lutando por melhores condições de vida. Denuncia a situação de miséria e pobreza; as experiências da realidade vivida por uma mulher negra, pobre e semianalfabeta submetida a um conjunto de violências: institucional, de gênero, econômica, social, psicológica; contudo, Carolina Maria de Jesus mantem-se uma mulher corajosa em busca de sua independência. A oficina visa realizar diálogos entre as experiências das participantes na realidade local, em Belém do Pará com as da escritora. Assim, esperamos contribuir para fortalecer a rede social de suportes para o enfrentamento das injustiças sociais; e dos autossuportes pelo reconhecimento pessoal da potência criativa ligados ao corpo, à memória, as identidades e ao território.

Dinâmica da atividade:
* Círculo de mulheres: sensibilização corporal pela respiração, movimento e trocas de experiência;
* Composição de um mural com objetos que representem a resistência da luta das mulheres;
* Reflexão sobre a saúde mental por meio da compreensão dos pensamentos ansiosos.

Oficina realizada pelo GEPEM - Linha de Pesquisa Interdisciplinaridade e Reconhecimento dos Saberes em Saúde

ABERTA A PARTICIPAÇÃO DE INTERESSADAS NO LIMITE DE 20 VAGAS

FACILITADORAS: Psicólogas Lorena Schalken, Adelma Pimentel e Letícia Figueiredo

Dia: 08/03/2023 (quarta-feira)
Local: Casa Rua Nazareno Tourinho: Rua João Diogo, em frente aos bombeiros
Horário: 10h às 12 h

Público: Mulheres em Situação de Rua

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Revista Gênero na Amazônia Ed. 23-1/2023

 

 



DOSSIÊ: "Histórias, saberes e práticas das mulheres nas florestas, nos campos, nas águas, nas cidades das Amazônias: entre imagens e movimentos."

O protagonismo de mulheres na região amazônica é inegável e tem sido tema de vários estudos científicos de diferentes áreas de conhecimento. A participação em espaços decisórios e estratégicos é cada vez mais relevante e evidencia que as mulheres atuam como lideranças, mesmo diante da forte influência que o patriarcado ainda exerce em várias sociedades.

As mulheres são trazidas neste dossiê a partir de suas pluralidades, com vistas a oportunizarmos debates que não se encerrem neste ou naquele aspecto de suas identidades étnico raciais, ou aqueles referentes às atividades que realizam no chamado mundo do trabalho, ou às atividades referentes às diferentes cosmologias que estão intimamente ligadas aos seus territórios. Objetiva-se debater questões relativas às realidades de mulheres trans, mulheres indígenas, quilombolas, pescadoras, extrativistas, estudantes, entre outras.

Outro aspecto a explorar é a dimensão das artes nas imagens nesse mundo feminino em geral – cinema, poesia, literatura, pintura - que está trazendo, cada vez mais à tona, as linguagens dessas mulheres em suas diferentes expressões de identidades sociais. Além de suas figuras nem sempre reconhecidas por elas mesmas tratando de suas práticas cotidianas como elementos de inserção na sobrevivência pessoal e da comunidade, denunciam os questionamentos dos saberes e práticas de vivencias regionais.

Com o intuito de apresentar temáticas sobre as experiências de mulheres das Amazônias, miramos os artigos que trazem como aportes teóricos e metodológicos a interseccionalidade tão cara aos estudos sobre relações sociais de gênero, geração, raça/etnia e classe social.

Além da pluralidade das mulheres amazônidas, segundo seus diferentes marcadores sociais, há que se considerar que esta região não se restringe apenas às florestas de terra firme.

A Amazônia é uma região composta por vários outros ecossistemas como é o caso, por exemplo, das florestas de mangues, das áreas de várzeas, dos altiplanos, das áreas ribeirinhas e das cidades com características mais urbanas, e nestes espaços e paisagens as mulheres vivenciam seus particulares processos históricos nos mais diferentes territórios.

Tratar desses aspectos é tratar dos vários feminismos amazônidas que se mantém fortes nas lutas pelos direitos à diversidade, ao racismo estrutural étnico-racial-machista, à vida, aos espaços onde transitam.



Período para submissão: até o dia 30 de abril de 2023:
https://www.periodicos.ufpa.br/index.php/generoamazonia

Organizadoras:
Denise Machado Cardoso (GEPEM/UFPA),
Maria Luzia Miranda Álvares (GEPEM/UFPA)
Maria Mary Ferreira (GEMGE/UFMA)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

EDIÇÃO 22-2 /2022 DA REVISTA GÊNERO NA AMAZÔNIA



 JÁ ESTÁ DISPONÍVEL A EDIÇÃO 22-2 /2022 DA REVISTA GÊNERO NA AMAZÔNIA

“Ciência em saúde é mais que evidência: É humanidade e pluralidade dos saberes” foi o tema do Dossiê da Edição 22-02/2022 da Revista Gênero na Amazônia, e que temos o prazer de oferecer às leitoras e aos leitores da Revista.

Trata-se de um trabalho editorial organizado pela linha de pesquisa do GEPEM/UFPA: Interdisciplinaridade e Reconhecimento Dos Saberes Em Saúde, coordenada pela Profª. Drª. Adelma Pimentel. A edição conta com reflexões teóricas, empíricas, relato de experiência, entrevista e resenha de livros.

Disponível no link: https://www.periodicos.ufpa.br/.../generoa.../issue/view/643

Desejamos que tenham uma excelente leitura.

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

25 DE NOVEMBRO - DIA LATINO-AMERICANO E CARIBENHO DE LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA À MULHER - ONU/1999

25 DE NOVEMBRO - DIA LATINO-AMERICANO E CARIBENHO DE LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA À MULHER - ONU/1999

O dia 25 de novembro foi denominado o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher homenageando três irmãs, ativistas políticas: Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, brutalmente assassinadas pela ditadura de Leonidas Trujillo, na República Dominicana. O fato, que culminou nesse episódio trágico, originou-se de um agravo sofrido por Minerva, assediada por Trujillo durante o “Baile do Descobrimento”, em 12 de outubro de 1949, para o qual fora convidada toda a família. Impulsiva, a jovem repele injuriada o ditador e, então, toda a família foge do baile antes do final, atitude vista pelos órgãos oficiais como afronta dos Mirabal ao governo. A partir desse incidente as três mulheres e seus familiares passam a sofrer forte repressão.

Perdem a casa e os recursos financeiros, contudo, em um olhar pelo país, percebem o abalo no sistema econômico em geral, com o governo de Trujillo levando ao caos financeiro. Elas formam, então, um grupo de oposição ao regime tornando-se conhecidas como Las Mariposas. Por diversas vezes foram presas e torturadas, mas não deixaram de lutar contra a ditadura. Decidido a eliminar essa oposição, Trujillo manda seus homens armarem uma emboscada às três mulheres, interceptando-as no caminho da prisão aonde iam em visita aos maridos. Conduzidas a uma plantação de cana de açúcar foram apunhaladas e estranguladas em 25 de novembro de 1960. Esse fato causou grande impacto entre os dominicanos que passaram a apoiar as ideias das jovens, reagindo às arbitrariedades do governo e, em maio de 1961, o ditador foi assassinado. (continua no Blog)

https://www.observatorioregional-gepem.com.br/single-post/2019/11/25/viol%C3%AAncia-contra-as-mulheres-e-viol%C3%AAncia-pol%C3%ADtica-a-morte-das-mirabal?fbclid=IwAR0UCOrWkQjnKbDc_JKKeeKUqQjGHeMTWpOTdkOSnLndtVDs5w4ocG2Tvzk

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Aula pública “Gênero, Raça e Classe na Ciência Brasileira”

 




No dia 28 de outubro, sexta-feira, no Mercado de São Brás, ocorrerá a aula pública “Gênero, Raça e Classe na Ciência Brasileira" com a professora Vivian Matias.

Professora Associada da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, Vivian Tem experiência em pesquisas científicas transdisciplinares, com ênfase nos estudos de Gênero e Feministas, atuando principalmente nos seguintes temas: feminismos contra coloniais; epistemologias feministas; crítica feminista à ciência e às políticas de ciência e tecnologia.

Traga a sua bandeira, material de campanha e venha se unir a esse ato em defesa da ciência, das mulheres e da democracia!!

Aula pública “Gênero, Raça e Classe na Ciência Brasileira”

Dia: 27 de outubro, sexta-feira

17h00

Mercado de São Brás