terça-feira, 28 de junho de 2022

NOTA PÚBLICA: RESISTIR ÀS VIOLÊNCIAS INSTITUCIONAIS NO EXERCÍCIO DOS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS NO BRASIL

 


NOTA PÚBLICA: RESISTIR ÀS VIOLÊNCIAS INSTITUCIONAIS NO EXERCÍCIO DOS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS NO BRASIL

Nós, pesquisadoras e pesquisadores do Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Violência na Amazônia da Universidade Federal do Pará (NEIVA/UFPA), vimos a público manifestar nosso repúdio às recentes violências institucionais noticiadas pela imprensa nacional contra direitos sexuais e reprodutivos de meninas e mulheres, assegurados pela legislação brasileira e internacional.

O acesso ao aborto em caso de gravidez decorrente de estupro tem amparo legal e deve ser garantido a todas as meninas e mulheres que procurem as instituições responsáveis por esse atendimento, com sigilo, segurança e tratamento de forma humanizada, independente de ação judicial ou registro de ocorrência, nos termos do Código Penal. Também deve ser garantido de forma sigilosa, humanizada e protegida o ato de entrega voluntária do bebê para adoção, conforme Estatuto da Criança e do Adolescente.

Os atos de agentes públicos que submetam vítimas ou testemunhas de violência a procedimentos desnecessários, repetitivos ou invasivos, desconsiderando suas opiniões e levando à produção de mais sofrimento, devem ser tratados como violência institucional e devem ser responsabilizados conforme a legislação vigente, ainda que acreditemos que o melhor caminho é o trabalho de formação em direitos humanos e direitos sexuais destes sujeitos, para uma efetiva mudança da cultura institucional.

Não compactuamos com qualquer prática atentatória a direitos conquistados por meninas e mulheres no Brasil, inclusive aquelas praticadas pelos agentes públicos e privados que tem o dever legal de atuar na garantia desses direitos. Seguiremos resistindo a esses retrocessos e lutando cada vez mais pelo avanço no acesso aos direitos sexuais e reprodutivos a todas as meninas e mulheres! 

 

Assinam:

- Andreza do Socorro Pantoja de Oliveira Smith (Professora da Faculdade de Direito da UFPA)
- Assis da Costa Oliveira (Professor da Faculdade de Etnodiversidade da UFPA)
- Luanna Tomaz de Souza (Professora da Faculdade de Direito da UFPA)

- Maria Luzia Miranda Álvares (Professora da Faculdade de Ciências Sociais da UFPA) -Milene Maria Xavier Veloso (Professora da Faculdade de Psicologia da UFPA)

-Verena Holanda de Mendonça Alves (Professora da Faculdade de Direito da UFPA)
- Maria Eunice Figueiredo Guedes (Professora da Faculdade de Psicologia da UFPA)
- Liliane Silva do Nascimento (Professora da Faculdade de Odontologia do Instituto de Ciências da Saúde da UFPA)

- Genylton Odilon Rego da Rocha (Professor do Núcleo de Educação Básica) - Edna Abreu Barreto (Professora da Faculdade de Educação)

sexta-feira, 20 de maio de 2022

"Histórias, Saberes e Práticas: mulheres e maternidade” GEPEM UFPA


Histórias, Saberes e Práticas: mulheres e maternidade”

 

No dia 30 de maio, às 17 horas, o GEPEM/UFPA, em parceria com o Grupo GERAR/UFRA, apresentará a mesa-redonda “Histórias, Saberes e Práticas: mulheres e maternidade”.

No mês do Dias das Mães, recordamos que para a maioria das mulheres no mundo, maternidade se conjuga mal com emprego, envolve pesados custos materiais e pessoais, sentimento de culpa, escolhas difíceis entre investir em carreira e cuidar da prole... E por quê? Maternidade é atribuição só de mulher? Ou é base da vida e, portanto, bem comum? Os chamados “mercados” operam como se não dependessem dos espaços privados, onde tantas mulheres lutam para juntar as pontas da sobrevivência a cada mês e responder às demandas sociais. Tudo isso, como sabemos, ao preço de discriminações salariais, menor acesso a postos de comando e a direitos previdenciários, além de maior vulnerabilidade a opressões. Essas questões motivam a Mesa-Redonda, que reunirá mulheres profissionais que enfrentaram e enfrentam o desafio da maternidade e do mercado de trabalho, trazendo suas histórias, práticas e saberes na condução de suas vidas.

 

Maria Mary Ferreira

É professora Associada do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão e do Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas/UFMA. É Pós doutora em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais pela Universidade do Porto/Portugal (2019). Doutorado em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista (2006). Fez Estágio doutoral na Universidade de Coimbra em Portugal (2005). Mestrado em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Maranhão (1999). Especialização em Metodologia do Ensino Superior (UFMA, 1995). Especialização em Organização de Arquivos pela USP (1991). Graduada em Biblioteconomia (1981). Tem experiência nas áreas de Sociologia e Biblioteconomia com ênfase em Gênero e Políticas Públicas, atuando principalmente nos seguintes temas: mulher - política, mulher - relações de gênero, cidadania, mulher - poder e ainda políticas públicas, informação e poder, bibliotecas públicas e escolares e mercado de trabalho bibliotecário. É Membro da Coordenação Estadual do Fórum Maranhense de Mulheres.

 

Ruth Helena Cristo Almeida

É Bacharel e Licenciada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará - UFPA (2002), Mestre em Sociologia Geral pela UFPA (2005) e Doutora em Ciências Agrárias pela Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA (2013). Atualmente é professora da UFRA ministrando a disciplina Sociologia Rural e Agricultura Familiar. Coordena o Grupo de Pesquisa em Relações de Gênero e Ruralidades Amazônicas (GERAR). Possui experiência nas áreas de Sociologia, atuando principalmente nos seguintes temas: relações de gênero, agricultura familiar, relação empresas e comunidades, mapeamento participativo de recursos naturais, unidades de conservação e conflitos sociais.

 

Ida Lenir Gonçalves

É mestre em sociologia e doutora em ciências sociais/UFPA. Possui estudos e pesquisas sobre questões da sociologia do trabalho e organizações, no comércio, sistema financeiro, segurança pública, pescadores, reservas ambientais e mineração. É bancária e professora aposentada.

 

A live será no dia 30 de maio, às 17h00 no Facebook e Youtube do GEPEM.

quinta-feira, 12 de maio de 2022

ELEIÇÕES IFCH - EDDILA MOURA




EDILA MOURA - Associada do GEPEM/UFPA

Hoje iniciamos o período de campanha para a eleição da gestão IFCH 2022-2026.
 
Convidamos você a refletir sobre nossas propostas.
 
*Esperançar* – representa uma atitude de construção do futuro que se almeja com ações direcionadas para a transformação da realidade, pautadas nos valores da ciência e da educação, com mais justiça, participação social e solidariedade.
 
Esperançar no IFCH é investir em seu crescimento como espaço democrático e de produção de conhecimento através de uma gestão que valorize a transparência e o diálogo com os múltiplos protagonistas que compõem a comunidade universitária, em respeito à Democracia, diversidade, no suporte à Universidade Pública, gratuita e de qualidade.
 
Na busca por uma educação inclusiva que envolva todos os segmentos e que seja facilitadora de relações de respeito e de efetiva solidariedade entre pessoas, gêneros, etnias, e outras expressões identitárias.
 
Estimulando o protagonismo estudantil na construção de uma perspectiva que transpasse a formação curricular e privilegie a dignidade humana, a qualidade de vida, a saúde mental e a formação cidadã.
Venha Esperançar conosco.
 
Participe! Você pode ajudar a construir um mundo melhor.
Edila Moura e Aline Menezes.