domingo, 1 de março de 2026


POR TODAS NÓS: Mulheres, Memória e Resistência contra a Violência

    Falar “por todas nós” é reconhecer que a violência contra as mulheres — física, psicológica, sexual, moral, patrimonial e simbólica — não é isolada, mas estrutural, sustentada por desigualdades de gênero, raça e classe. Também é afirmar que, onde houve opressão, houve resistência, e que a memória se tornou gesto político contra o apagamento.
    A memória das mulheres é mais que registro de dor: é arquivo de coragem, denúncia e mobilização. Preservá-la é um ato de justiça, impedindo a naturalização da violência e fortalecendo caminhos para as próximas gerações.
    A resistência se expressa na denúncia, na criação de políticas públicas, na produção acadêmica, na arte e na educação. No Brasil, conquistas legais como a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio resultam de décadas de luta. Ainda assim, os índices de violência mostram que leis são fundamentais, mas insuficientes: é preciso transformar mentalidades e fortalecer redes de acolhimento.
    “Por todas nós” implica reconhecer diferenças e interseccionalidades. Mulheres negras, indígenas, periféricas, com deficiência, LGBTQIA+ e migrantes enfrentam vulnerabilidades ampliadas. A luta deve ser plural para ser efetivamente coletiva.
Reivindicar memória é disputar narrativas e afirmar protagonismos. Que cada espaço de formação e cada política pública se comprometam com o enfrentamento à violência de gênero.
    Lembrar é resistir. Resistir é transformar.



Dia: 10 de março de 2026 (das 9h30 às 17h30)
Local: Auditório do IFCH  (UFPA/Guamá)

INFORMAÇÃO SOBRE AS INSCRIÇÕES

O Evento contará com a emissão de certificados aos participantes que se inscreverem mandando seu nome completo e CPF pro e-mail secretariagepem@gmail.com ou através do formulário acessível pelo QR-code abaixo (Link: https://forms.gle/MfeJPktP59PtCKT17).



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