POR TODAS NÓS: Mulheres, Memória e Resistência contra a Violência
Falar
“por todas nós” é reconhecer que a violência contra as mulheres — física,
psicológica, sexual, moral, patrimonial e simbólica — não é isolada, mas
estrutural, sustentada por desigualdades de gênero, raça e classe. Também é
afirmar que, onde houve opressão, houve resistência, e que a memória se tornou
gesto político contra o apagamento.
A
memória das mulheres é mais que registro de dor: é arquivo de coragem, denúncia
e mobilização. Preservá-la é um ato de justiça, impedindo a naturalização da
violência e fortalecendo caminhos para as próximas gerações.
A
resistência se expressa na denúncia, na criação de políticas públicas, na
produção acadêmica, na arte e na educação. No Brasil, conquistas legais como a
Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio resultam de décadas de luta.
Ainda assim, os índices de violência mostram que leis são fundamentais, mas
insuficientes: é preciso transformar mentalidades e fortalecer redes de
acolhimento.
“Por
todas nós” implica reconhecer diferenças e interseccionalidades. Mulheres
negras, indígenas, periféricas, com deficiência, LGBTQIA+ e migrantes enfrentam
vulnerabilidades ampliadas. A luta deve ser plural para ser efetivamente
coletiva.
Reivindicar
memória é disputar narrativas e afirmar protagonismos. Que cada espaço de
formação e cada política pública se comprometam com o enfrentamento à violência
de gênero.
Lembrar é resistir. Resistir é transformar.
Dia: 10 de março de 2026 (das 9h30 às 17h30)
Local: Auditório do IFCH (UFPA/Guamá)
INFORMAÇÃO SOBRE AS INSCRIÇÕES
O Evento contará com a emissão de certificados aos participantes que se inscreverem mandando seu nome completo e CPF pro e-mail secretariagepem@gmail.com ou através do formulário acessível pelo QR-code abaixo (Link: https://forms.gle/MfeJPktP59PtCKT17).

