sexta-feira, 29 de abril de 2016

MAIO e JUNHO - O QUE É FEMINISMO? GEPEM/UFPA



Figura extraída de http://siwithyou.com.br/blog 


 Esta é uma pergunta que não cala e se ouve de todos os lados. Os que supõem ser uma “ideologia criada pelas mulheres contra os homens” têm seus próprios rótulos para quem se diz feminista. Os que dizem saber a resposta supõem um único tipo de tratar o tema.
   O GEPEM/UFPA iniciou o debate sobre essa instigante questão e procurou criar recortes ou subtemas que pudessem trazer respostas para entender os dilemas que são criados quando o assunto se torna recorrente nas rodas de conversa.
 Tem-se discutido nestes dois meses os recortes os mais emblemáticos sobre FEMINISMOS, irrompendo perguntas que nem sempre podem ser respondidas. Por que? A complexidade do assunto circula e volta para o meio de campo em busca de novas explicações.
Os próximos encontros para apresentar o tema, nos meses de MAIO e JUNHO seguem a dinâmica em seminários contemplando alguns/as autoras/es que têm marcado a discussão teórica em nível nacional e internacional. As temáticas que nortearão os novos eixos de discussão, os respectivos informes sobre a bibliografia a ser estudada além da indicação de hora e local dos eventos estão registrados abaixo.
  
1.  Feminismo Transgênero ou Transfeminismo
2.  Feminismo Ecológico ou Ecofeminismo
3.  Feminismo Interseccional
4.  Feminismo Negro

METODOLOGIA

Leitura prévia e individual dos textos temáticos, pelos participantes. Exposição, comentários e discussão dos mesmos, com uma coordenação da leitura dirigida, ressaltando os pontos chaves. Exibição de vídeos sobre o assunto. A partir deste mês de maio, a/o interessada/o no estudo deverá fazer a sua inscrição através do blog Gepem Acontece e solicitar pelo email (secretariagepem@gmail.com ) os textos a serem estudados.

DATAS SEMANAIS:
Terças feiras (duas mensais)
HORÁRIO:
14:00h às 17:00h (pontualmente às 14 h:00)
LOCAL:
Sala do GEPEM (IFCH/Campus Universitário do Guamá)

Calendário das Linhas de Estudo –
Textos e Vídeos

MAIO

10/05 – FEMINISMO TRANSGÊNERO OU TRANSFEMINISMO

Texto 01: DE JESUS, Jaqueline Gomes. Gênero sem essencialismo: feminismo transgênero como crítica ao sexo. In: Universitas Humanistica.No 78, Julio a diciembre, p. 241-258, 2014.

Texto 02: BENTO, Berenice . Política da diferença: feminismos e transexualidade. In: Stonewall 40 + o que no Brasil?.

Texto 03: Sugestão dos pequenos textos provocativos da página https://feminismotrans.wordpress.com/ .
Vídeo: Profissão Repórter – Transexualidade https://www.youtube.com/watch?v=d9xHzTeYguo


24/05- FEMINISMO ECOLÓGICO OU ECOFEMINISMO

Texto 01: ANGELIM, Rosângela. Mulheres, ecofeminismo e desenvolvimento sustentável diante das perspectivas de redistribuição e reconhecimento de gênero. In: Revista Eletrônica Direito e Política. V.0, n0 3, Set/Dez, 2014.

Vídeo: Depoimento de Vandana Shiva: O tempo e o modo - https://www.youtube.com/watch?v=7G6c2QYf8e8


JUNHO


07/06 – FEMINISMO NEGRO I

O FEMINISMO NEGRO E A INTERSECCIONALIDADE

Nos anos 20, tempo em que se dava a primeira onda do feminismo, as reivindicações das feministas eram pautadas somente na questão da igualdade de gênero. Neste tempo, o movimento era formado por mulheres brancas, de camadas sociais médias e intelectualizadas, provocando um espaço pouco evidente para as mulheres trabalhadoras, da classe menos favorecida, e mulheres negras.
Devido a essa exclusão as mulheres negras buscaram seu espaço dentro do movimento, e foi o que aconteceu. Não foi uma inserção tão amigável e homogênea, haja vista que as pautas das mulheres negras diferiam das que eram apresentadas pelas mulheres brancas. As negras, além de discriminação de gênero, sofriam também pelo racismo e o preconceito de classe. O racismo foi considerado a discriminação mais perversa, uma vez que anula/rejeita o corpo das mulheres negras impondo barreiras para o acesso aos espaços de poder.
Para pensar como as opressões podem se intercruzar afastando o isolamento das categorias sociais, foi apresentada a proposta de conceituação da interseccionalidade, vista como de grande relevância. Segundo a filósofa e feminista negra Djamila Ribeiro, a interseccionalidade nos ajuda além de evidenciar a opressão, auxilia no sentido de articular a luta feminista visando eliminar as diversas opressões aplicadas à situação das relações de gênero. Entre as principais figuras que utilizam a interseccionalidade como ferramenta estão: Kimberlé Crenshaw, Audre Lorde, bell hooks e,no Brasil Lélia Gonzalez.
Kimberlé Crenshaw, professora de Direito, foi a primeira a trazer esse debate, na década de oitenta, embora admitisse que as mulheres negras de épocas passadas já tratavam sobre a interseccionalidade. Ela cunhou esta discussão porque as leis da sua época tratavam gênero e raça como separados, defendeu que ambos estão conectados e este aspecto deveria ser levado em consideração nas discussões jurídicas que envolvem pessoas com esses marcadores.
Ao avaliarmos essas nova discussão, as associadas do GEPEM concluiu que seria adequado discutir Feminismo Negro e interseccionalidade integrados visto que esta é uma ferramenta de análise pautada pelo Feminismo Negro. Com isso, ratificamos o protagonismo das mulheres negras, considerando os custos da opressão pela parcialidade dos estudos de gênero ao longo de todos esses anos.

Texto 01: CRENSHAW, Kimberle. A intersecionalidade da discriminação de raça e gênero.
Texto 02: CARNEIRO, Sueli. Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero.

Vídeo: Liberdade de expressão e diversidade de gênero – Sueli Carneiro - https://www.youtube.com/watch?v=IwdVISYxoSc
Videos de Lelia Gonzalez:
1-   Lélia Gonzalez – Parte 1- https://www.youtube.com/watch?v=o9vOVjNDZA8
2-   Lélia Gonzalez – Parte2- https://www.youtube.com/watch?v=aiTfzVKhsGw
3-   Lélia Gonzalez – 1981- https://www.youtube.com/watch?v=dYbXevFB0xI
4-   Cultne- Lélia Gonzalez- 20 de Novembro de 1988 - https://www.youtube.com/watch?v=BFnvKcsLqJI
5-   Projeto Memória – Lélia Gonzalez: o feminismo negro no palco da história - https://www.youtube.com/watch?v=7YYdb6Cl-Mk

21/06 – FEMINISMO NEGRO II

Texto 01: hooks, Bell. Mulheres Negras Moldando a Teoria Feminista, 1984

Texto 02: WERNECK, Jurema (org.) Mulheres Negras na primeira pessoa. Porto Alegre, Redes Editora, 2012. Introdução do CEDENPA-PA, p.13-16; 51-66



Vídeo: O futuro do futuro – Jurema Werneck – TEDx – Goiânia - https://www.youtube.com/watch?v=LzUq2qTpmFw