quarta-feira, 13 de março de 2019

Cine Gênero: Gênero, Amor e Poder


O GEPEM/UFPA apresenta mais uma edição do Cine Gênero, com o tema: Gênero, Amor e Poder.

No dia 19 de março, terça-feira, acontecerá a exibição do filme “A Esposa” (2017), que conta a história de Joan Castleman (Glenn Close), casada com um homem controlador e que não sabe como cuidar de si mesmo ou de outra pessoa. Ele é um escritor e está prestes a receber um Prêmio Nobel de literatura. Joan, que passou 40 anos ignorando seus talentos literários para valorizar a carreira do marido, decide abandoná-lo. Sinopse: Adoro Cinema.

Após a exibição, ocorrerá um debate a respeito do tema, Gênero, Amor e Poder, e o filme em questão, a debatedora será Denise Machado Cardoso.

Dia: 19/03/19
Local: Auditório do IFCH/altos, campus básico da UFPA
Hora: 8h30

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sexta-feira, 8 de março de 2019

SER FEMINISTA!



https://medium.com/@kamyllalemos/o-movimento-feminista-e-suas-vertentes-3492875e162a

Rayza Sarmento

Durante muitos anos (pesquisei quase 100!), ser feminista era um palavrão, associado a vários estereótipos. Tenho várias mulheres fortes, corajosas, empoderadas aqui nesse Facebook que ainda assustam com o termo. Então, nesse 8 de março, dia Internacional da Mulher, talvez você precise saber que:
1) Feminismo não é o contrário de machismo. Machismo é sobre opressão, feminismo é sobre liberdade.
2) Feminismo é sobre igualdade e equidade entre homens e mulheres.
3) Na verdade, nem é feminismo, são feminismos. Afinal, as mulheres são diversas e vivenciam experiências diferentes.
4) Mulher, se você vota, estuda, trabalha fora e ganha seu dinheirinho, se pode divorciar quando o casamento não dá mais certo ou se pode denunciar quando sofre uma agressão... é porque várias feministas estiveram lutando por isso ao longo dos anos. Nada disso foi concedido, tudo foi arduamente conquistado.
5) "Ah, mas eu sou feminina e não feminista". Deixa eu te contar! Dá pra ser as duas coisas! Não tem carteirinha fidelidade do feminismo, não, mana! Feminismo é sobre liberdade e sobre autonomia! Vista-se do jeito que quiser, depile ou não depile...quem decide é você e não o outro! Mais do que isso: saiba que feminilidade é um padrão também imposto e que a gente pode escolher não seguir.
6) "Ah, mas o feminismo é contra a religião" - Prazer, uma feminista doutora em gênero e política e CRISTÃ! Lembra do papo de autonomia ali em cima? Se a fé que você pratica não oprime ninguém e se você consegue ser crítica à sua religião/igreja/credo etc quando isso acontece...tamojunta!
7) "Ah, não concordo é com isso de mostrar os peitos na rua!" - Pode discordar! Mas não pode fazer da sua opinião a regra pra vida de todas as mulheres, mana. É igual ter filho! Quem tem vontade, tem vontade. Quem não tem, não tem. E pronto! Mas não deixa de pensar... por que os homens estão andando aí sem camisa e o corpo da mulher sempre precisa estar censurado, coberto...?! Só pensa...
8) "Ah, mas o feminismo quer acabar com a família" - Amiga, a gente quer é que as famílias sejam justas para as mulheres! Que você, depois de um dia cheio de trabalho, não tenha que cuidar sozinha dos afazeres domésticos porque os homens da sua casa não foram educados para lavar um prato! A gente quer é que as mulheres deixem de apanhar e morrer em casa, vítimas de violência doméstica...
9) "Ah, mas o feminismo criou a ideologia de gênero!" - Primeiro, ideologia de gênero é igual nota de 3 reais: não existe. O termo foi criado para desqualificar anos de discussão científica sobre o que chamamos de socialização de gênero. Mas, olha, o que existe é muita luta sim para que as meninas não sejam impedidas de serem o que quiserem! Imagina que você tem uma filha de dois anos hoje e a menina deseja ser astronauta no futuro... vc se imagina dizendo a ela que essa não é profissão de mulher?! É contra esses impedimentos sociais, esses estereótipos que nos desencorajam desde criança que o feminismo luta. Ideologia de gênero não existe, mas existem, em pleno 2019, mulheres ganhando menos que homens com as mesmas qualificações...pensa nisso!
10) Feminismo é também sobre uma relação mais solidária (sem deixar de ser crítica) entre as mulheres. Que nos livremos das competições impostas a nós em diferentes âmbitos - profissionais, afetivos, familiares, estéticos. Não julgue outra mulher. Não reproduza o que já te feriu.

SÉCULO XXI - QUE DIREITOS AS MULHERES AINDA LUTAM PARA ALCANÇAR?




Marielle Franco, Presente! Nossa homenagem, neste dia!

Na IV Conferência Mundial das Nações Unidas sobre as Mulheres: Ação Para Igualdade, Desenvolvimento e Paz, realizada em 1995, em Beijing, ao serem identificadas 12 áreas críticas como obstáculos a serem eliminados para o avanço social e político das mulheres, foi aprovada, pela maioria dos governos dos países membros, inclusive o Brasil, uma Declaração e uma Plataforma de Ação, onde as organizações envolvidas com a luta pelos direitos das mulheres debateram os problemas de desigualdade e violação dos direitos humanos, reivindicando a adoção de medidas concretas que trouxessem a melhoria das condições de vida desse gênero.
Destacaram que havia necessidade de radicalizar sobre o item fundante da Convenção Mundial sobre Direitos Humanos de Viena (1993) de que “Os direitos humanos das mulheres e meninas são uma parte inalienável, integrante e indivisível dos direitos humanos universais”. Foram criadas, então, ações de reconhecimento, análise da situação das mulheres em dados estatísticos em todas as áreas; divulgação, planejamento e implementação de programas de políticas públicas, considerando as relações sociais culturalmente construidas das desigualdades entre os sexos; atualização de legislação de combate à discriminação das mulheres em todos os aspectos, incluindo-se ações afirmativas para o acesso a cargos públicos e de decisão política; e o acesso às oportunidades iguais no mundo do trabalho.
Cinco anos mais tarde, ou seja, em 2000, a ONU realizou uma Sessão Especial objetivando avaliar os resultados alcançados pós-Beijing, considerando os compromissos que haviam sido assinados pelos estados-membros das Nações Unidas. A situação das mulheres e a identificação dos avanços e consequente melhoria da qualidade de vida desse gênero, os entraves, os desafios e os recuos na promoção dos direitos das mulheres intensificaram os debates entre governos e movimentos de mulheres e feministas para atualizar as metas traçadas a partir de um novo cenário.
Através de ações efetivas com a visibilidade de situações discriminatórias no trato das mulheres, houve algumas melhorias na qualidade de vida desse gênero, haja vista que os movimentos de mulheres “bateram forte” nos obstáculos para sanear o impacto cultural da desigualdade vivida por elas.
Em 2004 a ONU estabeleceu 8 Objetivos de Desenvolvimento para o Milênio – ODM. Um documento consolidou as várias metas estabelecidas pelas conferências mundiais dos anos 90, para adoção pelos estados membros das Nações Unidas, objetivando alcançá-los até 2015. No Brasil são chamados de “8 Jeitos de Mudar o Mundo”, sendo eles: “1) Erradicar a extrema pobreza e a fome; 2) Atingir o ensino básico universal; 3) Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; 4) Reduzir a mortalidade na infância; 5) Melhorar a saúde materna; 6) Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças; 7) Garantir a sustentabilidade ambiental; 8) Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento”.
Dois desses objetivos, o terceiro e o quinto, se referem, especificamente, à situação das mulheres, embora os demais tangenciem aspectos que repercutem na vida das mulheres. Somente estes dois itens dariam um tratado para explicitar de que forma foram disseminados, elaborados, implementados programas e políticas em várias áreas sociais e políticas de empoderamento para afastar o grande fantasma da violência doméstica e sexual contra as mulheres e o seu acesso a espaços de poder político.
O Brasil apresentou um nono objetivo, considerando que embora melhorem as estatísticas gerais das oito metas, elas seriam em vão se não fossem oferecidas condições iguais a todas as etnias. A partir de 2006, a ONU estabeleceu um novo item para o Brasil: “Os objetivos do milênio sem o racismo”. Ou seja, os oito objetivos principais só serão dados como cumpridos se, até 2015 “brancos e negros estiverem em condições iguais”.
Pergunta-se: com tantas batalhas e conquistas que já foram travadas secularmente pelos movimentos de mulheres e feministas para solucionar a discriminação contra as mulheres e atingir as metas do milênio, o que ainda falta alcançar mais objetivamente?
Minha perspectiva de estudos, numa visão mundial, evidencia, pelos menos, três pontos vitais que ainda não foram alcançados:
1). A conciliação da vida privada/doméstica com a profissional. Com o trabalho fora de casa devido o aumento da profissionalização feminina, as mulheres ainda mantêm, sozinhas, os encargos domésticos sendo “cobradas” por isso e, muitas vezes, se culpando “de não darem conta do trabalho”. Não há divisão sexual do trabalho.
2). Baixa (ou às vezes nula) participação das mulheres em lugares de decisão política quer seja na área parlamentar, no executivo, empresarial, religiosa, militar etc. Esses lugares se mantêm num formato masculino de poder e têm agregado menos mulheres. Por isso, a política de ações afirmativas onde as quotas por sexo (na representação parlamentar) tem sido um instrumento de inclusão bastante defendido pelos movimentos de mulheres.
3). A eliminação das várias formas de violência contra as mulheres apesar de todas as denúncias, medidas protetivas, a aplicação da Lei Maria da Penha (no caso do Brasil), ainda não foi alcançado em nível mundial. Embora esses níveis de violência sejam identificados em vários espaços da sociedade, principalmente no doméstico, as discriminações que as mulheres sofrem devido à cultura sexista de um modelo feminino tradicional, ainda arrefecem a luta pela eliminação de todas as formas de violência registradas na carta assinada na Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher ou "Convenção de Belém do Pará" (1994), adotada pela Assembléia Geral da ONU.
Revendo este texto escrito há seis anos, vê-se que a luta das mulheres pelos espaços e a tentativa de apagamentos de sua presença social e política não tem fim. Em 2016, forças políticas depuseram a primeira mulher eleita Presidenta da República, num processo insidioso , hostil, vergonhoso e machista manchando as cores da república brasileira com acusações que mereceram desmistificações dos próprios algozes parlamentares e de uma parte da  sociedade representante de várias classes sociais.
Com um novo governo no poder na presidência, vê-se as conquistas pretéritas conquistadas pelas mulheres brasileiras, se delapidando em imposições culturais retrógradas  e, por isso mesmo, aumentando os casos de violência contra esse gênero e, em especial, o feminicidio – a morte  de mulheres pela causa de serem mulheres.
Esta reflexão, oito anos após a exposição das ideias anteriores, demonstra que a luta desse gênero não tem fim. Vamos continuar na arena porque nos bastidores há muitos anos perdemos tempo e respeito.
Mulheres do mundo todo! PRESENTE!


(Texto publicado em "O Liberal",PA, em 08/03/2011 e reescrito em 08/03/2019, para este blog)







quarta-feira, 6 de março de 2019

ATO PÚBLICO 8 DE MARÇO



No dia 8 de Março, junto com a Frente Feminista 8 de Março - Belém/Pa, estaremos presentes no ato pelo Dia Internacional da Mulher!

O ato terá concentração no Mercado de São Brás, às 8h30 de sexta, dia 8.

Vamos comparecer para lutar mais ainda pelos nossos direitos!

#MarielleVive #MariellePresente


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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

1˚ Café Feminista - Vidas interseccionalizadas


O GEPEM-UFPA apresenta a primeira edição do Café Feminista. O Café Feminista pretende se configurar como um espaço dialógico e que proporcione o entendimento de determinados conceitos que atravessa as vidas das mulheres latinas.

Assim, estamos propondo este encontro de formação de identidade que tem como recorte a vida e luta interseccionalizada de Marielle Franco.

As mediadoras serão: Adriane Lima, Maria Lúcia Lima e Juliana Damasceno

Café Feminista - Vidas interseccionalizadas: Marielle Franco

Data: 14/03/2019
Hora: 8h00 - 12h00
Local: Sala 15 - PPGSA/IFCH-altos, Universidade Federal do Pará, setor básico.

O evento é gratuito e terá emissão de certificado #MariellePresente #MarielleVive


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